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rodrigo gonçalves, gonça
florianópolis, sc, 1976
vive e trabalha em florianópolis, sc

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Rodrigo Gonçalves, também conhecido como Gonça, é artista visual, professor e pesquisador. Vive e trabalha em Florianópolis, SC, onde o gesto, o vento e os silêncios da cidade atravessam sua prática. É graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e cursou Artes Cênicas na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Realizou seu doutorado em Educação na UFSC, buscando compreender como o corpo habita, intui e reinscreve o espaço.

É Professor Associado do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco no corpo e na cidade. Também é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ/UFSC), na linha Urbanismo, Cultura e História da Cidade, e coordena o Grupo Quiasma: Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Arquitetura, Corpo e Cidade. De 2018 a 2023 foi membro titular da Comissão Municipal de Arte Pública (COMAP) de Florianópolis, e desde 2023 é artista associado à Associação Catarinense dos Artistas Plásticos (ACAP).

Sua produção nasce do encontro entre corpo e cidade — um campo onde presenças frágeis, memórias breves, gestos tênues e luminosidades inesperadas se tornam matéria poética. Trabalha com desenho, pintura, gravura, fotografia, escrita, instalação e intervenções urbanas, sempre atento às micropercepções que escapam ao olhar apressado: o contorno de uma sombra, o ritmo de um passo, o intervalo entre dois instantes. Interessa-se por aquilo que vibra no limiar, no quase invisível, no modo como o espaço toca o corpo e o corpo devolve ao espaço novas formas de existência.

Em sua pesquisa e criação, busca compreender a cidade como organismo sensível que respira, dobra, cicatriza e se move — e a arte como um modo de revelar, com delicadeza, as camadas que sustentam o cotidiano. Sua poética emerge desse lugar entre o visto e o sentido, onde o fenômeno se transforma em vestígio, em lembrança, em fabulação.

Desde 2019, vem participando de exposições que tensionam relações entre corpo e cidade, memória e espaço, entre elas Cidades pós-pandemia: colocar no horizonte uma obra em comum (MESC, 2022), Processos [em] criação (BRDE, 2024) e Max Moura: desdobramentos de uma história (Fundação Cultural BADESC, 2025). Sua produção investiga a cidade como continuidade do corpo — um território de afetos, dobras, gestos e desaparecimentos — e a arte como forma de reinscrever o mundo no presente sensível.

Currículo Lattes

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