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do ornamento ao vestígio
2025, acrilica e lápis dermatográfico sobre tela, costura e amarrações em diferentes tecidos; 40 cm  x 60 cm  x 12 cm 

Entre o véu que encobre e a superfície que revela, a forma ornamentada se insinua — não como adorno, mas como vestígio de um corpo que se dobra. A linha vermelha, costurada em torno das curvas, não apenas contorna: sangra. É memória em ponto firme, cicatriz que marca o gesto de interromper a repetição e abrir espaço para o desvio. No centro, um nó: dobra de silêncio, boca cerrada, tensão que transforma a simetria em pergunta. O ornamento deixa de ser padrão e se torna território de passagem, lugar onde a matéria retém algo que não quer ser esquecido. Há uma presença que vibra sob o tecido, como um murmúrio preso entre trama e torção.

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